A Rede Brasileira de Herbários

Histórico do Núcleo – Rede Brasileira de Herbário na Sociedade Botânica do Brasil

 

O relato abaixo é um resumo do texto publicado pela Dra. Ana Odete Santos Vieira, no volume 4, de 2015, da revista Unisanta BioScience, intitulado: Herbários e a Rede Brasileira de Herbários (RBH) da Sociedade Botânica do Brasil (https://periodicos.unisanta.br/index.php/bio/article/view/605/641), como parte das atividades da RBH no 66º Congresso Nacional de Botânica de Santos.

 

Na década de 90, a Sociedade Botânica do Brasil propôs como forma de trabalho a criação de várias “comissões”. Entre as comissões, três atuavam trazendo à discussão temas que permeavam a atividade nos herbários: a “Comissão de Informática”, a “Comissão Flora do Brasil” e a “Comissão de Herbários”. A “Comissão de Herbários” objetivava reunir os curadores dos herbários brasileiros e definir estratégias de funcionamento e conservação das coleções botânicas e micológicas (Lopes, 2008). Estas comissões foram indicadas para terem mandato de três anos, aprovados na Assembleia Geral Ordinária (AGO) do 42º Congresso Nacional de Botânica (CNB), (Goiânia). Como a “Comissão de Informática” discutia apenas aspectos ligados à informatização das coleções, optou-se, posteriormente, pela fusão com a “Comissão de Herbários”. Na época, formavam a “Comissão de Informática” Vinicus Castro Souza, Eduardo Dalcin e Maria Candida Mamede. 

A “Comissão de Herbários” foi composta inicialmente por Ariane Luna Peixoto, Maria Margarida R. F. Melo e Letícia Scott Faria (titulares), sendo suplentes Marlene F. da Silva, Ana Maria Giulietti, Hilda M. Longhi-Wagner. Ao longo do tempo, a dinâmica de indicação de membros para a comissão foi modificada, sendo atualmente eleitos os membros durante a Reunião Anual, que se realiza  nos CNBot´s, possibilitando representação das diferentes regiões geográficas do país, sendo todos titulares da comissão coordenadora.

No 46º Congresso Nacional de Botânica, em Ribeirão Preto (SP), ocorreu uma discussão visando produzir  um Plano Nacional de Botânica, sendo sugerida a inclusão de um projeto para implementação de uma rede nacional de herbários, com a informatização das coleções e gestões junto às agências de fomento para apoio aos herbários (ata da Assembleia Geral Ordinária, 1995). 

A partir de 1999, através da coordenação de Hilda Maria Longhi-Wagner, foi criada a página “Taxonomia Vegetal no Brasil”, com o auxílio do Centro de Processamento de Dados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Esta página foi mantida com dois conjuntos de dados, o primeiro de taxonomistas e seus grupos de estudo e o segundo uma listagem dos herbários brasileiros, organizada por. Vinicius C. Souza, que estava na coordenação da “Comissão de Herbários” (Memória em Vídeo dos Botânicos do Brasil,  2015).

Em 2002, foi aprovada na AGO do 53º Congresso Nacional de Botânica (Recife – PE) a modificação do nome de “Comissão de Herbários” para “Rede Brasileira de Herbários”, nome mantido até hoje, mesmo com as mudanças ocasionadas pelas alterações regimentais da SBB, como relatado na ata da AGO do 63º Congresso em Joinville (SC). Os relatos sobre as atividades da “Comissão de Informática” e “Flora do Brasil” estão incluídos em diferentes atas de cada CNBot, mas ambas atualmente são consideradas extintas. 

A partir de 2011, a aba Rede Brasileira de Herbários sediada na página Taxonomia Vegetal (UFRGS), foi descontinuada e o arquivo base sobre herbários foi migrado para a página da SBB, dando origem ao Catálogo da RBH. 

No 62º CNB (Fortaleza – CE), em 2011, foram estabelecidas metas e a missão da RBH (https://www.botanica.org.br/a-rede-brasileira-de-herbarios): “articular o desenvolvimento dos herbários brasileiros e suas coleções associadas e auxiliares”. Para atingir uma das metas do biênio, a RBH organizou durante o 63º CNB (Joinville – SC), em 2012, a exposição “Herbários do Brasil”, com painéis produzidos pelos herbários e um catálogo diagnóstico sobre aqueles que aderiram a esta iniciativa. Novos herbários continuam a ser incorporados na RBH e, a partir do 64º CNB (Belo Horizonte – MG) a comissão coordenadora decidiu solicitar dois documentos para a inclusão destes herbários, um que indique o nome do responsável ou curador pelo acervo e outro da chefia imediata reconhecendo o início desta nova coleção. Estes documentos visam incrementar o reconhecimento institucional das novas coleções, de forma que exista um menor número de herbários ligados somente aos botânicos e cujas amostras podem se perder, caso estas pessoas mudem de instituição. 

Para que a RBH continuasse trabalhando pela sua missão, em abril de 2014, foi lançado o grupo da Rede de Herbários – SBB, no Facebook, contando ao final  de dezembro de 2015 com cerca 1.600 membros (https://www.facebook.com/groups/636109086464434). No início de 2015 um Google Group, priorizando os membros das equipes dos herbários, foi aberto e acumulou na mesma data, mais de 600 membros. Ambos são instrumentos que, em um país de dimensões continentais, permitem aos curadores e demais interessados difundir notícias sobre seus herbários, eventos e outras informações botânicas, indicar pontos de discussão ou tirar dúvidas sobre equipamentos ou rotinas de trabalho.

Para o 66º CNB, em Santos (SP), foi organizado e lançado o volume especial “Herbários do Brasil”, no periódico online da UNISANTA BioScience (GASPER e VIEIRA, 2015) contendo textos voluntários de 116 herbários, que seguindo um modelo estruturado, apresentaram detalhes sobre a história, acervo e estrutura dos seus acervos. Por fim, no 69º Congresso Nacional de Botânica, em Cuiabá, Gasper e colaboradores apresentam um apanhado geral dos herbários do Brasil, que culmina com a publicação do artigo “Brazilian herbaria: an overview” na Acta Botânica Brasilica (https://doi.org/10.1590/0102-33062019abb0390)

Esta é uma breve história da Rede Brasileira de Herbário e sua atuação junto aos Congressos Nacionais de Botânica, organizados pela Sociedade Botânica do Brasil (SBB). Como pode ser visto, a RBH foi sendo estruturada e desenvolveu suas atividades dentro do âmbito da SBB, e apesar de salutar, a Rede nunca solicitou que os curadores dos herbários sejam sócios da SBB, mas como discutido na reunião do 71° CNBot de Goiânia (2021), é de se esperar e incentivar que os curadores sejam sócios, como forma de fortalecer tanto a RBH quanto a  Sociedade Botânica do Brasil. 

Uma outra forma de apoiar a RBH e a SBB é manter as informações da coleção a qual você é vinculado atualizadas. Isso fortalece a Rede e é indiretamente uma fonte de informação para políticas públicas no âmbito da aplicação de recursos em pesquisa.

 

A RBH tem como missão articular e fomentar o desenvolvimento dos herbários brasileiros e suas coleções associadas e auxiliares.

 

Sejam bem-vindos a nossa Rede!

 

Coordenador 2021-2022: André Luís Gasper ([email protected][email protected])

  • Leandro Lacerda Giacomin
  • João Paulo Condack
  • Carla Y Gubáu Manão
  • Andrea Karla Almeida dos Santos

Coordenador 2020-2021: André Luís Gasper ([email protected][email protected])

  • Leandro Lacerda Giacomin
  • João Paulo Condack
  • Carla Y Gubáu Manão
  • Andrea Karla Almeida dos Santos

Coordenador 2018-2019: André Luís Gasper ([email protected], [email protected])

  • Leandro Lacerda Giacomin
  • João Paulo Condack

Coordenador 2017-2018: André Luís Gasper ([email protected], [email protected])

  • Leandro Lacerda Giacomin
  • João Paulo Condack
  • Narcísio Bigio

Coordenador 2016-2017: André Luís Gasper ([email protected][email protected])

  • Leandro Lacerda Giacomin
  • João Paulo Condack

Coordenador 2014-2015; 2015-2016: André Luís Gasper ([email protected][email protected])

  • Ana Odete Santos Vieira
  • Célia Regina Araujo Soares Lopes
  • Narcísio Bigio
  • Guadalupe Edilma Licona de Macedo

E-mail de discussão da Rede:

[email protected]

Faça parte!

    Cart